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Muitas vezes, estamos tão acostumados com a correria do dia-a-dia, que não conseguimos nos habituar uma rotina mais tranqüila.  Dona Wilce Maria, 57 anos, reside na zona sul da capital paulista, desde 2006 é atendida pelo Programa deAtenção Domiciliar à Saúde - PADS - e tem uma lição de vida muito interessante para compartilhar.

Depois de ter sofrido um Acidente Vascular Cerebral (AVC), há pouco mais de dois anos, Dna. Wilce diz ter modificado completamente sua rotina diária, o que para ela era uma tarefa um tanto quanto difícil. Antes de sofrer o acidente a assistida do PADS tinha um estilo de vida bastante agitado, restando pouco tempo livre e sem muita preocupação com a saúde. “Não conseguia me imaginar trabalhando em casa, por exemplo. Pois trabalhava na prefeitura, eu fazia tudo e vivia correndo para lá e para cá”, afirma ela.

Com o advento do AVC, Wilce Maria se transformou, quando conheceu o que era ter tempo, passou a dar mais valor às atividades de casa, aos momentos com a família e às suas vontades. Segundo ela, essa mudança só foi possível, graças ao apoio de seus familiares, das equipes médicas e, principalmente, de Deus.

 “Já passei por diversos tratamentos, ainda faço a fisioterapia e há cerca de dois anos eu sou atendida pelo PADS. Quando a equipe vem para fazer as avaliações e o monitoramento eu me sinto me sinto muito bem, acolhida e mais segura”, conta Dna. Wilce.

Hoje em dia, ela faz tudo o que tem vontade, claro que dentro de seus limites. “Não gosto de ser a ‘coitadinha’, por isso, procuro fazer tudo o que quero e que posso”, ressalta. Atualmente, uma das atividades que mais a deixa feliz, é o trabalho de artesanato que realiza hoje. Sandálias e bijuterias são os companheiros de sua jornada. Decorar esses objetos se tornou mais que um hobby para a assistida, além dela fazer algo que gosta e que atrai as pessoas, se sente útil.

O estilo de vida de Dna. Wilce, hoje, embora completamente diferente do que levava anteriormente, é muito mais saudável. Tem tempo para curtir os filhos, o marido, os netos e os bons momentos da vida. Ela enfatiza ainda que para se recuperar e manter a qualidade de vida conquistada foi essencial a persistência em elevar a auto-estima, a coragem de seguir adiante e o apoio das equipes médicas.



Wilce Maria
PADS
São Paulo, SP